Se neste momento a ordem do dia é o blogue do poeta, a Farmácia iria-lhe tirar o protagonismo e seria ela propria a vedeta.Seria a revolução total na freguesia e se a mesma ficasse junto ao Posto Médico seria o ponto de concentração para os clientes do Abreu. Solicitariam cadeiras junto à berma até ao local. Levaria umas 60 cadeiras (passem por lá e contem, não vale tapar as entradas para as habitações), eu contei 58. Seria um local ideal para ver quem ìa à Farmacia e se a mesma tivesse um "Presativometro", não havia cliente que não fosse apontado e ao outro dia ou mesmo nessa noite de caminhada, teria a sua vida toda escabulhada de alto a baixo.
"Mas ele já não namora", "...vi-o com uma gaja dentro do carro", "...de vez em quando vai à missa", "já o tio dele...", "também diziam que o avô...", "já foi catequista", "dizem que batia na namorada", "anda sempre por Estarreja", "deixou de estudar por causa dela", e era uma hora de conversa.
Portanto era uma das melhores aquisições para Fermelã. Provocaria a satisfação geral, deixavam o poeta em paz e a Lucy poderia ir ao café descansada porque acabariam os pedidos de autografos como cão a pedir osso.


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